Índice rápido

História de João Monlevade

Criação do Município:

 
Os anos sessenta pressagiam um período de grandes acontecimentos: as colinas verdejantes de Carneirinhos começam a dar corpo ao peito de aço que despontava no Vale do Piracicaba. Das forjas da Belgo-Mineira renasce uma classe operária cada vez mais ciosa de seus direitos e que vai à luta na conquista de suas aspirações mais legítimas: emerge uma força sindical que vai solidificar-se nas décadas seguintes. Enquanto isso, na campestre Carneirinhos, germina um sentimento cívico, gênese de um novo grupo de heróis que querem participar já da vida política. Nascem as primeiras lideranças políticas: o distrito sempre tem um representante na Câmara Municipal de Rio Piracicaba. Mas isso é pouco: o distrito tem todas as condições para se emancipar. Crescera a população. A construção civil estava aquecida: levantava-se quase uma casa por dia. Um comércio emergente atendia a quase todas as necessidades da população. Erigia-se uma nova paróquia, a de Nossa Senhora da Conceição. A área de Carneirinhos ganhava sua primeira escola de nível médio: o Ginásio Moderno Kennedy. Se havia uma cidade de fato, urgia fazê-la de direito.

Os membros da Comissão de Emancipação não pouparam esforços nem perderam tempo. Movimentaram os corredores da Assembléia, uniram forças políticas e, após muita luta, viram, finalmente, vitoriosos, a 29 de abril de 1964, o nome de JOÃO MONLEVADE crava do no mapa das Minas Gerais. Integraram essa Comissão: Presidente: Germim Loureiro; Membros: Randolfo Moreira de Souza, José Loureiro, Alberto Pereira Lima, Wander Wanderley de Lima e Carlos Caldeira; Colaboradores: Vereador Benedito Marcelino, Padre João Batista Gomes Neto, Geraldo de Paula Santos, Antônio Loureiro Sobrinho, Gentil Bicalho, Oswaldo Silva, Olímpio Carvalho Lage, José Pedro Machado, Astolfo Linhares, Alonso Leite, Raimundo José Caldeira e Pedro José Caldeira.

A emancipação foi a chave que abriu as portas do município ao desenvolvimento. A área de Carneirinhos muda de aspecto: nascem novos bairros, a cidade cresce pelos lados de Loanda e Cruzeiro Celeste, e aumenta o número de estabelecimentos comerciais e industriais. Cria-se a Associação Comercial (1964). Instala-se a CEMIG e a TELEMIG. A cidade ganha a Exatoria Federal e torna-se núcleo da Administração Fazendária do Estado. Instala-se o ensino técnico-profissionalizante, o primeiro curso superior (extensão da UCMG em João Monlevade), a Fundação Educacional de João Monlevade – FUNCEC (1969). Desenvolve-se a Imprensa. Intensificam-se as artes, a literatura e o canto coral. Aumentam as opções de lazer com a fundação de novos clubes esportivos; o esporte se desenvolve competentemente comandado pela Liga Monlevadense de Futebol. Os partidos políticos se organizam em Diretórios, intensificando-se a atividade política. É o povo traçando o seu próprio destino, fazendo a sua História.

Consumada a emancipação, é nomeado intendente o Dr. Bolivar Cardoso da Silva, que instala o Governo Municipal. Acontecem as primeiras eleições municipais e, aos 5 de dezembro de 1965, instala-se a primeira Câmara Municipal, constituída dos seguintes vereadores: Sebastião Batista Gomes (presidente), João Amaro Gomes (vice-presidente), Ronaldo Frade (secretário), Acrísio Engrácio Pires, Amaro Zacarias Corgo-zinho, Carlos Caldeira, Francisco Rosa Alves, Jonathas de Oliveira, José Ferreira Soares, José de Oliveira Couto, José Pedro Machado, Laudelino Antônio da Fonseca e Vicente Corrêa Domingues. A seguir, em palanque armado na Praça Sete de Setembro, essa Câmara Municipal empossa o primeiro prefeito, Wilson Alvarenga, e seu vice-prefeito, Josué Henrique Dias.

Wilson Alvarenga afasta-se para concorrer a uma cadeira na Assembléia Legislativa, concluindo seu mandato o Vice- Prefeito Josué Henrique Dias. Sucedem-lhes três grandes administradores, cada um com seu estilo, todos empenhados em consolidar o prestígio de João Monlevade no cenário de Minas Gerais: Germim Loureiro (1967-1970) - responsável pela urbanização e saneamento da área de Carneirinhos, dotando-a da infra-estrutura de que carecia: calçamento, água, luz, esgoto, médico e escola; Antônio Gonçalves (1971-1972) - dotou a prefeitura de uma sólida estrutura organizacional, centrada em Departamentos, trabalhando principalmente em cima de duas metas básicas, saúde e educação; Dr. Lúcio Flávio de Souza Mesquita (1973-1976) - desenvolvendo uma administração moderna e ágil, projetou a cidade na região, fazendo dela o pólo de uma microrregião.

Esses primeiros administradores conduziram os destinos da cidade, construindo sua per sonalidade urbana e social. Definitivamente catalogada como João Monlevade, município do Estado, consolidada a interação de seus poderes Executivo e Legislativo, faltava-lhe o foro moral de cidadania, o poder Judiciário, uma luta que começava devagarinho e que, não sem muita resistência, comum a grandes empreendimentos, teria logo o seu desfecho: a instalação da Comarca ocorreria em 1979.


 

Monlevade Atual:

 
A João Monlevade de hoje guarda muito pouco das antigas sesmarias do Senhor de Monlevade e os “carneirinhos” não mais pontilham de branco suas verdes colinas. A Belgo, que imperou sozinha durante várias décadas, assistiu ao aparecimento de inúmeros outros estabelecimentos industriais de pequeno e médio porte. Aliados a um comércio florescente, que cresce a cada dia, tais estabelecimentos impulsionam o desenvolvimento do município, capitaneados pela atuante Associação Comercial e Industrial de João Monlevade.

O velho Solar dos Monlevade, relíquia preciosa de nossa História, cuidadosa e inteligentemente preservada pela Belgo, testemunhou o desenvolvimento urbano da cidade, que cresce para frente, para os lados e para cima. Testemunha silenciosa, o Solar viu espalhar-se através da topografia irregular de suas terras o casario numeroso, marcado pelas Avenidas Getúlio Vargas, Wilson Alvarenga e Armando Fajardo, os novos caminhos do progresso e do desenvolvimento.

Constituída inicialmente de “colônias” provenientes de muitas cidades da região, a população vai gradativamente assumindo uma nova identidade: o ser “Monlevadense”, cristalizado nas novas gerações que aqui nasceram e aqui se desenvolvem, construindo Cultura e tradições próprias, sem se esquecer de preservar a memória de um passado tão variado. Estas novas gerações já produzem seus líderes e mentores, que se destacam nos mais variados segmentos da comunidade: comércio, empresas, saúde, educação, administração pública, esportes, religião, literatura, artes em geral e política. É a cidade que cresce, se solidifica e se eterniza.

Sintonizada com os novos tempos, a iniciativa privada se desenvolve e investe no município: inúmeras empresas de prestação de serviços, clínicas médicas e odontológicas, escolas e instituições culturais com as mais variadas opções de crescimento pessoal. Pequenas empresas, novos hotéis se estabelecem fazendo uma profissão de fé no futuro e no crescimento da cidade. No campo do ensino superior, destaque-se o pioneirismo dos cursos do IES-Funcec, em pleno funcionamento, do curso implantado pela Faculdade Kennedy e, mais recentemente, pela extensão local da Universidade Federal de Ouro Preto e pela instalação de uma unidade da Universidade do Estado de Minas Gerais..

Cresce também a participação política, traduzida na tentativa de eleição de representantes da cidade para a Assembléia Estadual ou Câmara Federal. Tirante a experiência isolada de Wilson Alvarenga na década de setenta, são os anos oitenta que produzem maiores frutos: os Deputados Federais João Pau lo Pires de Vasconcelos e Philemon Rodrigues e os Estaduais Antônio Roberto Lopes de Carvalho e Mauri Torres, esse último guindado à Presidência da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. 

Com o aumento de movimento e a necessidade de se agilizar a tramitação dos numerosos processos, o JUDICIÁRIO se adaptou: criou-se a 2a vara, instalada quando era Juiz da Comarca o Dr. Luiz Guilherme Marques, dispondo-se, ainda, de uma terceira vara, o Juizado Especial. A atual administração municipal, cônscia de que seu papel é criar condições para o desenvolvimento do município, prepara-o para fazer face às demandas e desafios do novo milênio - eis o EXECUTIVO alinhando seus passos às expectativas e exigências de uma cidade moderna. O LEGIS-LATIVO, finalmente, a fonte de onde emana todo o poder, porque é a casa dos autênticos representantes do povo, abre as perspectivas para um novo tempo, que traz as marcas características da gente que se formou nas terras do Senhor de Monlevade: o pioneirismo, o trabalho, a criatividade e a participação.
 
 
 

E por falar em nomes. . .


     . . . quando eu era menino, a gente chamava João Monlevade de “Carneirinhos”, ao passo que o conjunto formado pela Usina (que não mais se chama Belgo – Que pena!) e pelos bairros situados no seu entorno era conhecido simplesmente como “Monlevade”. 

“Monlevade” compreendia os quarteirões centrais, quase todos com nomes de tribos indígenas: Tabajaras, Tamóios, Aimorés, Guaranis, Tupiniquins, Carijós, Paraúna, Tapajós etc. Nesse universo, Rua Siderúrgica, Rua Beira Rio, Rua dos Contratados, Vila dos Engenheiros e Rua da Estação desmentiam o gênero de topônimos utilizado. Faziam parte também de “Monlevade” a Vila Tanque (seus moradores eram apelidados de “pés-de-pombas”), o Jacuí de Baixo (em oposição ao Jacuí de Cima, atual Cruzeiro Celeste) e a Vila Santa Cruz (apelidada “Pendura Saia”).

Indo pros lados de “Carneirinhos”, não ocorriam tantas denominações. Havia apenas duas ou três: Laranjeiras, (o nome Loanda é mais recente), Jacuí de Cima (atual Cruzeiro Celeste) e Carneirinhos. Depois disso, eram as Pacas.

Criaram-se hoje muitas denominações para agrupamentos menores e mais recentes, mas as denominações antigas ainda prevalecem, em geral, compreendendo áreas maiores, como se fossem regiões. Tentando sistematizar, teríamos, assim, em João Monlevade, três grandes regiões:
 
I - CENTRO INDUSTRIAL: Bairros situados ao longo da Avenida Getúlio Vargas, a partir do Cemitério do Baú e terminando nos limites de Bela Vista de Minas, compreendendo: Baú, Areia Preta, Vila Tanque, Usina, Beira Rio, Siderúrgica, Tieté, Santa Cruz e Jacuí.


Rua Siderúrgica




Beira-Rio




Pedreira




II – CARNEIRINHOS: Bairros (esses, muito numerosos) situados ao longo das Avenidas Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga, a partir do quase Hospital Santa Madalena indo até os limites de São Gonçalo e englobando ainda as localidades situadas ao longo da Avenida Alberto Lima. Embora não tendo competência para tanto, mas valendo-me do meu direito de cidadão, ousaria sugerir que se delimitasse oficialmente (na prática ela já existe) uma área central que pudesse denominar-se CENTRO URBANO.

 

Carneirinhos



 
III – LOANDA/CRUZEIRO CELESTE: Bairros situados ao longo da Armando Fajardo e da Isaac Cassimiro, bem como aquelas localidades formadas ao longo da BR-262/381.


 Trevo do Cruzeiro Celeste




Av. Armando Fajardo - Loanda


 

E por falar (de novo) em nomes. . .

     . . . em nossa querida João Monlevade aparece uma quantidade de nomes de ruas, localidades e logradouros tão diversificada, tão curiosa e tão numerosa que daria serviço de muitos anos para pesquisadores, etimólogos, biógrafos, professores aposentados e tantos outros que se aventurassem pelo universo da toponímia, da onomástica, da antonomástica e outras coisas do gênero.

Há ruas que têm nomes de aves, de flores, de astros, de planetas, de frutas, de árvores frutíferas, de árvores de madeira-de-lei, de pedras preciosas, de elementos químicos, de acidentes geográficos. Nomeamos as ruas também com datas nacionais importantes como Treze de Maio, Quinze de Novembro e XV de Novembro (sic).
Há nomes curiosíssimos, como uma Rua Projetada (teria ficado apenas no projeto?), uma Rua Principal (de direito e de fato deveria ser a Avenida Getúlio Vargas), uma Rua Mimosa (deve ser um mimo!) e uma Rua Passarela (será que é suspensa sobre a rodovia?).

Em alguns bairros há uma relação entre o nome do Bairro e os das Ruas: no Bairro República, por exemplo, nomeiam-se as ruas com nomes de Presidentes da República, enquanto o Estrela D’Alva contempla suas ruas com nomes de estrelas e constelações. Em outros, mesmo sem associação com o nome do Bairro, houve uma constante no gênero. Por exemplo, na área industrial, imperam os nomes de tribos indígenas, na Cidade Satélite mandam os estados brasileiros, enquanto no Novo Cruzeiro mora uma turma respeitável de Marqueses.

Em nossa toponímia, foram contemplados países europeus, americanos e asiáticos e quase todos os estados brasileiros com suas respectivas capitais. Também não ficaram de fora nomes de muitas cidades mineiras bem como urbes representativas de outros estados brasileiros.

Nossa onomástica também se faz representar em nossas ruas: políticos, prefeitos, vereadores, professores, artistas, esportistas, médicos, engenheiros, padres ou simples moradores ligados à vida da cidade estão imortalizados em nossas ruas e praças. Extrapolando os limites urbanos, homenageamos também bandeirantes, inconfidentes, políticos, músicos, compositores, atores, romancistas, cronistas, poetas e escritores de renome nacional. E há nomes internacionais como alguns Papas, o grande Ayrton Senna e, pegando carona no nome do prestigiado colégio, a Rua Kennedy. Para finalizar, o céu deve estar todo a nosso favor: apóstolos e evangelistas, virgens e doutores da Igreja, mártires e taumaturgos, inúmeros santos e santas de Deus povoam nossas ruas onde não nos falta também um Bom Pastor, “conduzindo-nos para águas mais tranqüilas e reconfortando nossas almas”. (Salmo 22).
 
 
 
Nosso Hino:
 
Quase todos os países, estados e cidades ostentam, como símbolos de sua identidade, ao lado da Bandeira e Brasão, o seu Hino, cantado galhardamente na abertura de eventos importantes, brilhantemente executado durante o hasteamento de bandeiras.
 
Nossa terra não poderia furtar-se à tradição. Embora sua Bandeira e seu Brasão só tenham sido cunhados alguns anos após sua emancipação política, ocorrida em 1964, muito tempo antes, nas festas escolares, as crianças da época cantávamos um belo hino. Embalados, então, pela sonora melodia composta por Mozart Bicalho, sua simples evocação, até hoje, “nos infla o peito e incita o perfeito brio nacional”.
 
É bem verdade que, por aqueles tempos, com o Distrito recém-instalado, Carneirinhos não passava de uma rua poeirenta, comprida e inacabada que dividia as terras e as propriedades dos Bicalho, dos Martins Lima, dos Paula Santos. Na realidade, a cidade, no seu sentido urbano, acontecia na área industrial, onde a Belgo imperava praticamente sozinha, disponibilizando para a população predominantemente operária tudo o que se fazia mister: água, esgoto, iluminação e energia, educação e prédio escolar, recreação, clubes e salão de cinema, saúde, hospital e posto médico, abastecimento e moradia, igreja, em suma, tudo o que constitui a “urbs” e a “civitas”. Era natural que, nesse contexto, o Hino da cidade fizesse referência a Luxemburgo que “de braços abertos, com passos bem certos nos vem ajudar”. E que nos convidasse a aplaudir “com muita simpatia, esta Companhia com alma a vibrar”.
 
 
 

NOSSO BRASÃO DE ARMAS

 
 

O Brasão Municipal tem o formato de um escudo português reto, de base semicircular, tendo como cores de fundo o marrom, que simboliza o minério de ferro, e o verde, que lembra as matas de onde se extrai o carvão. Este escudo vem encimado por uma coroa mural que representa a autonomia do município e ostenta, de cada lado, um ornamento cinza metálico, referência à metabilidade do aço. Em cada ornamento lateral, há uma pequena faixa onde se inserem duas datas: 1935, marco da instalação da Belgo-Mineira e 1964, ano da emancipação política do município. Na parte inferior, uma faixa amarelo-ouro une os dois ornamentos e nela se inscreve a inscrição “Fraternidade, Trabalho e Prosperidade”. No centro do escudo desenha-se o mapa do município, em cujo interior se destaca a figura de um operário retirando a amostra do aço durante o lingotamento.
 
Da análise descritiva acima, depreende-se que o criador do Brasão de Armas de João Monlevade, o monlevadense José Rodrigues, pretendeu salientar sua riqueza econômica, originada na extração do minério de ferro e em sua transformação em aço (operário) através de processo siderúrgico consolidado pela Belgo Mineira. Assim, consagrando a Belgo como a célula-máter do desenvolvimento e ponto de partida do conglomerado populacional que aqui se estabeleceu ao longo dos anos, paralelamente, o artista vinculou a essa riqueza econômica o crescente progresso que se consolidou com a emancipação política (mapa) em 1964.
 
O dístico “Fraternidade, Trabalho e Prosperidade”, inscrito no Brasão, resgata a identidade do povo monlevadense: uma cidade formada de famílias que, provenientes de várias cidades da região, aqui se irmanaram (Fraternidade) através do Trabalho e construíram uma comunidade destinada a um futuro promissor (Prosperidade).
O Brasão Municipal de João Monlevade foi oficializado através da Lei nº 249, de 15 de janeiro de 1971, sancionada pelo Prefeito Germin Loureiro. 
 



NOSSA BANDEIRA

 
A Bandeira do Município é formada por dois trapézios e um triângulo: os dois trapézios, iguais em suas dimensões, sendo o superior de cor verde e o inferior de cor marrom, ligam-se através de suas bases menores, enquanto suas bases maiores formam as bordas horizontais da bandeira; o triângulo, de cor branca, cuja base compõe a borda vertical esquerda da bandeira e cujo vértice oposto à base coincide com o centro da bandeira, contém em seu interior um triângulo equilátero centralizado, de cor vermelha, com base horizontal. Do lado esquerdo desse triângulo, há a efígie de um homem de chapéu alado, que representa o comércio, e, do lado direito, uma engrenagem, que representa a indústria.
 
É também bastante significativa a simbologia de nossa Bandeira: recuperando as cores verde e marrom de nosso Brasão, com seus respectivos significados, agrega-lhes as cores e o formato da Bandeira do Estado de Minas. É João Monlevade que alavanca o progresso de Minas Gerais através de suas atividades econômicas fundamentais: o comércio e a indústria.
 
Da autoria do mesmo criador de seu Brasão, a Bandeira do Município também foi oficializada pela Lei nº 249, de 15 de janeiro de 1971, sancionada na primeira gestão de Germin Loureiro. 
 
 
 

FAZENDA SOLAR
 
As origens do município de João Monlevade remontam aos primórdios do século XIX, quando chegou ao Brasil, proveniente da França, o engenheiro de minas Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, que aportou no Rio de Janeiro aos 14 de maio de 1817, com 28 anos de idade. Descendente direto de conceituados troncos da nobreza francesa - os Bogenet e os Monlevade - marcados por forte presença política, não foram, entretanto, motivos políticos que levaram aquele jovem engenheiro a deixar sua pátria, a França, sacudida, naquela época tumultuada, por diversos conflitos decorrentes do processo revolucionário que se deslanchava no país. Apaixonado pela mineralogia e pela geologia, compreendera que o Brasil, mais especificamente a Província de Minas Gerais, constituir-se-ia em vastíssimo campo de estudos, aceitando, assim, uma comissão do governo francês para estudar os recursos minerais do Brasil.
 
Por essa época, a região das Minas Gerais já se povoava de forjas para a produção do ferro, o que levou Jean de Monlevade a percorrer várias comarcas e distritos mineiros como São João Del Rey, Vila Rica, Sabará, Caeté e São Miguel do Piracicaba. Em Piracicaba, encantou-se com a extraordinária riqueza da região e, descortinando-lhe o enorme futuro, adquiriu, duas léguas abaixo do então arraial de São Miguel, algumas sesmarias de terras, onde construiu uma forja catalã que produzia, no início, trinta arrobas diárias de ferro. Providenciou também a construção da sede da fazenda, o lindo SOLAR DE MONLEVADE, edificação imponente que dominou a paisagem do Vale do Piracicaba e que, varando os tempos, tornou-se o marco histórico e o símbolo maior da civilização plantada pelo pioneiro francês.
 
Esta Fazenda Solar, cujos terrenos se dividiam com Carneirinhos, Jacuí, Sobradinho, Engenho, Onça e Macacos, construída em 1818, serviu de moradia ao Senhor de   Monlevade, que   se casaria em 1827 com Clara Sofia de Souza Coutinho, sobrinha do famoso Barão de Catas Altas, e aos seus descendentes.
Patrocinadores
  • Propab I
  • Enscon
  • Ulete Mota
  • Casa de Cultura
  • SEASIDE Serviços Portuários Ltda.
  • Brunauer Transportes
  • CDL - João Monlevade
  • Gazeta Regional
  • Prefeitura Municipal de João Monlevade
  • Rede Graal Monlevade
  • Rede Girasol de Distribuição de Combustíveis
  • Gervásio Engenharia
  • ArcelorMittal
  • Hiper Comercial Monlevade
  • AMEPI
  • Embraterr
  • Prohetel
  • Câmara Municipal de João Monlevade
  • Ótica do Toninho
  • Osasg Contabilidade
  • Fármacia Barros
  • A Notícia
  • Qualictec
  • Buffet Mercezinha
  • shineOn comunicação
  • Festa práticas
  • Esmetal
  • Credibelgo
Patrocinadores