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História política de João Monlevade

A luta pela emancipação

 

Criação do Distrito

 

Em 27 de dezembro de 1948, com a promulgação da Lei Estadual nº 336, criou-se o Distrito de João Monlevade.

Nesse período, fatos significativos aconteceram, como a construção da Paróquia de São José Operário e a nomeação de seu primeiro pároco, Cônego José Higino de Freitas, que chegou aqui em 1948; a instalação do Cartório Civil com o Sr. Jonathas de Oliveira, em 1949; a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, em 1951; a inauguração do Hospital Margarida, em 1952; a criação do Ginásio Monlevade, em 1955; e a formação da Comissão Pró-Emancipação, em 1958.





Vista parcial do antigo centro comercial



Vista parcial da cidade antiga



Vista geral do centro antigo



Vista do túnel que dava acesso às praças passando, pelo morro do Geo




O Boom dos anos 1960

 

Os anos sessenta pressagiam um período de grandes acontecimentos: as colinas verdejantes de Carneirinhos começam a dar corpo ao peito de aço que despontava no Vale do Piracicaba. Das forjas da Belgo-Mineira renasce uma classe operária cada vez mais ciosa de seus direitos e que vai à luta na conquista de suas aspirações mais legítimas: emerge uma força sindical que vai solidificar-se nas décadas seguintes.

Enquanto isso, na campestre Carneirinhos, germina um sentimento cívico, gênese de um novo grupo de heróis que querem participar já da vida política. Nascem as primeiras lideranças políticas: o distrito sempre tem um representante na Câmara Municipal de Rio Piracicaba. Mas isso é pouco: o distrito tem todas as condições para se emancipar. Crescera a população. A construção civil estava aquecida: levantava-se quase uma casa por dia. Um comércio emergente atendia a quase todas as necessidades da população. Erigia-se uma nova paróquia, a de Nossa Senhora da Conceição. A área de Carneirinhos ganhava sua primeira escola de nível médio: o Ginásio Moderno Kennedy. Se havia uma cidade de fato, urgia fazê-la de direito.
 

Início da década de 60: casas populares são construídas em Carneirinhos



A cidade ganha um novo centro



Vista parcial de Carneirinhos na década de 70

 

Do Distrito à emancipação

 

 

O desenvolvimento fez com que um grupo de políticos, ligados a Carneirinhos, levantasse a bandeira da emancipação. Havia um grupo contrário, principalmente os vereadores do município de Rio Piracicaba, a qual João Monlevade pertencia. Na época o prefeito era Jésus Drumond, que, segundo narra a história, era favorável ao processo emancipador.

Tão logo foi instalada a Comissão de Emancipação, seus membros não pouparam esforços nem perderam tempo. Movimentaram os corredores da Assembléia, uniram forças políticas e, após muita luta, viram, finalmente, vitoriosos, a 29 de abril de 1964, o nome de JOÃO MONLEVADE cravado no mapa das Minas Gerais. Integraram essa Comissão: Presidente: Germim Loureiro; Membros: Randolfo Moreira de Souza, José Loureiro, Alberto Pereira Lima, Wander Wanderley de Lima e Carlos Caldeira; Colaboradores: Vereador Benedito Marcelino, Padre João Batista Gomes Neto, Geraldo de Paula Santos, Antônio Loureiro Sobrinho, Gentil Bicalho, Oswaldo Silva, Olímpio Carvalho Lage, José Pedro Machado, Astolfo Linhares, Alonso Leite, Raimundo José Caldeira e Pedro José Caldeira.


 

Alberto Lima recebe as chaves do novo município

Alberto Lima recebe a chave do município, das mãos do intendente Bolivar, entre as autoridades 



Os Emancipadores

Germin Loureiro, presidente da Comissão Emancipadora


 

Randolfo Moreira de Souza: membro


 

Alberto Pereira Lima: membro


 

José Loureiro (Seu Zeca): membro


 

Wander Wanderley de Lima: membro


 

Carlos Caldeira (Carlitos): membro

 


O progresso surge em Monlevade

 

A emancipação foi a chave que abriu as portas do município ao desenvolvimento. A área de Carneirinhos muda de aspecto: nascem novos bairros, a cidade cresce pelos lados de Loanda e Cruzeiro Celeste, e aumenta o número de estabelecimentos comerciais e industriais. Cria-se a Associação Comercial (1964). Instala-se a CEMIG e a TELEMIG. A cidade ganha a Exatoria Federal e torna-se núcleo da Administração Fazendária do Estado. Instala-se o ensino técnico-profissionalizante, o primeiro curso superior (extensão da UCMG em João Monlevade), a Fundação Educacional de João Monlevade – FUNCEC (1969). Desenvolve-se a Imprensa. Intensificam-se as artes, a literatura e o canto coral. Aumentam as opções de lazer com a fundação de novos clubes esportivos; o esporte se desenvolve competentemente comandado pela Liga Monlevadense de Futebol.

E os partidos políticos se organizam em Diretórios, intensificando-se a atividade política. É o povo traçando o seu próprio destino, fazendo a sua História.

 

A Funcec foi um marco na área educacional, e hoje é destaque e referência no Estado. Aqui uma foto dos anos 1980



 

O prédio da Fundação ocupou todos os espaço e é hoje uma grande faculdade também em espaço físico


 

1º prefeito e vereadores são eleitos

 

Consumada a emancipação, é nomeado intendente o Dr. Bolivar Cardoso da Silva, que instala o Governo Municipal. Acontecem as primeiras eleições municipais e, aos 5 de dezembro de 1965, instala-se a primeira Câmara Municipal de João Monlevade. O dia foi de festa entre os cidadãos, que votariam pela primeira vez nos seus representantes de fato. Monlevade começa a caminhar com seus próprios pés na vida política e sem mais a autonomia da vizinha Rio Piracicaba.

Foram eleitos os seguintes vereadores: Sebastião Batista Gomes (presidente), João Amaro Gomes (vice-presidente), Ronaldo Frade (secretário), Acrísio Engrácio Pires, Amaro Zacarias Corguinho, Carlos Caldeira, Francisco Rosa Alves, Jonathas de Oliveira, José Ferreira Soares, José de Oliveira Couto, José Pedro Machado, Laudelino Antônio da Fonseca e Vicente Corrêa Domingues.
 

O intendente Dr. Bolivar Cardoso da Silva assina o termo de posse, cuja solenidade se deu na praça 7 de Setembro

 

O prefeito eleito, Wilson Alvarenga, durante discurso de posse feito na praça Sete, em Carneirinhos

 

O primeiro presidente do Legislativo, Sebastião Gomes, durante discurso, observado pelo prefeito Wilson Alvarenga e convidados

 

O presidente Sebastião Gomes e o secretário Ronaldo Frade fazem a leitura do termo de posse, observado pelos colegas vereadores

 

Flagrante durante a posse da 1ª Casa Legislativa de João Monlevade, ao ar livre, quando discursava Alberto Pereira Lima

 

O vereador José Couto assina o livro de posse, observado pelos colegas e o Padre João Batista Gomes

 

O vereador José Ferreira Soares toma posse, observado pelos colegas

 

Acrízio Engrácio toma posse: o 1º negro na história da política monlevadense

 

Posse dos vereadores, quando assina o edil eleito Jhonatas de Oliveira, Seu "Joanico do Cartório"

 

Padre João assina o livro de presença. Outro grande nome na emancipação do distrito de Monlevade

 

Autoridades do Estado estiveram presentes durante a posse dos vereadores. Em pé, Alberto Pereira Lima e Wander Wanderlei de Lima

 

O Plenário da Casa Legislativa foi tomada pelos convidados, entre eles políticos, empresários, comerciante s e lideranças religiosas

 

O vereador eleito Jonathas de Oliveira (Joanico do Cartório) vota durante eleição para escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal

 

Posse da Mesa Diretora, aparecendo o vice-presidente João Amaro, o presidente Sebastião Gomes e o 1º secretário João Frade

 

Os primeiros vereadores de João Monlevade. Da esquerda para a direita: Jonathas de Oliveira, Francisco Rosa, Laudelino Fonseca, José Machado, João Amaro, Sebastião Gomes, Ronaldo Frade, Acrízio Engrácio, Amaro Gorgozinho, José Ferreira Soares, Vicente Corrêia, José Couto e Carlos Caldeira

 


Wilson Alvarenga: o prefeito eleito

 

Foi surpresa a eleição para prefeito. Afinal, havia um grande número de pessoas que poderia disputar a vaga para ocupar o cargo de 1º ocupante da cadeira de Chefe do Executivo do município, principalmente os integrantes da Comissão Emancipadora.

Mas foi necessário a candidatura de um “forasteiro”, Wilson Alvarenga, da cidade de Barão de Cocais. Foi eleito como o seu vice Josué Henrique Dias. Domingos Silvério foi o segundo colocado naquelas eleições.
 

Posse do prefeito Wilson Alvarenga, em 1965, observado por Alberto Lima, Padre João Baptista Gomes e pelo vereador João Amaro

 

Os ex-prefeitos Bio e Wilson Alvarenga, durante inauguração uma solenidade, nas presenças dos padres Henriques de Albuquerque e Carlos, e do diretor da Belgo-Mineira, Joseph Hein

 

Wilson Alvarenga afasta-se para concorrer a uma cadeira na Assembléia Legislativa, concluindo seu mandato o Vice- Prefeito Josué Henrique Dias. Pouco depois morreu em acidente automobilístico na BR-381.

Sucedem-lhes três grandes administradores, cada um com seu estilo, todos empenhados em consolidar o prestígio de João Monlevade no cenário de Minas Gerais: Germim Loureiro (1967-1970) - responsável pela urbanização e saneamento da área de Carneirinhos, dotando-a da infra-estrutura de que carecia: calçamento, água, luz, esgoto, médico e escola; Antônio Gonçalves (1971-1972) - dotou a prefeitura de uma sólida estrutura organizacional, centrada em Departamentos, trabalhando principalmente em cima de duas metas básicas, saúde e educação; Dr. Lúcio Flávio de Souza Mesquita (1973-1976) - desenvolvendo uma administração moderna e ágil, projetou a cidade na região, fazendo dela o pólo de uma microrregião.

Esses primeiros administradores conduziram os destinos da cidade, construindo sua per sonalidade urbana e social.
 

Posse do 1º mandato do prefeito Antônio Gonçalves, em 15 de março de 1971, junto ao vice Antônio de Melo

 

Prefeito Germin Loureiro (Bio) inaugura a Estação de Tratamento de Água, nas Pacas, em seu 1º mandato, em 1969. Aqui ele aciona a primeira bomba, observado pela primeira dama Zarif Loureiro e convidados

 

O prefeito Lúcio Flávio de Souza Mesquita inaugura a Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, ao lado do governador Aureliano Chaves, do deputado José Santana de Vasconcelos e do presidente da Câmara Municipal, Sebastião Gomes de Melo

 

Os ex-prefeitos Germin Loureiro, Lúcio Flávio, Leonardo Diniz e Antônio Gonçalves: Uma foto que marca a história política de João Monlevade
 

De 83 a 88, retorna Bio. De 89 a 92, ganha a Prefeitura o metalúrgico e sindicalista Leonardo Diniz Dias. Germin Loureiro é eleito novamente em 1992 e governa de 93 e fica a 1996. Um outro médico governa Monlevade: Laércio José Ribeiro, eleito em 1996. Governa João Monlevade de 1997 a 2000. Depois foi eleito, em 2000, o radialista Carlos Moreira, que governou Monlevade por dois mandatos consecutivos (2001/2004 e 2005/2008).

O atual chefe do Executivo Municipal é o advogado Gustavo Prandini de Assis, eleito em outubro de 2008, e cumprirá mandato até 31 de dezembro de 2012.

 

Monlevade: crescimento verticalizado

 

A João Monlevade de hoje guarda muito pouco das antigas sesmarias do Senhor de Monlevade e os “carneirinhos” não mais pontilham de branco suas verdes colinas. A Belgo, que imperou sozinha durante várias décadas, assistiu ao aparecimento de inúmeros outros estabelecimentos industriais de pequeno e médio porte. Aliados a um comércio florescente, que cresce a cada dia, tais estabelecimentos impulsionam o desenvolvimento do município, capitaneados pela atuante Associação Comercial e Industrial de João Monlevade.

O velho Solar dos Monlevade, relíquia preciosa de nossa História, cuidadosa e inteligentemente preservada pela Belgo, testemunhou o desenvolvimento urbano da cidade, que cresce para frente, para os lados e para cima. Testemunha silenciosa, o Solar viu espalhar-se através da topografia irregular de suas terras o casario numeroso, marcado pelas avenidas Getúlio Vargas, Wilson Alvarenga e Armando Fajardo, os novos caminhos do progresso e do desenvolvimento.
 

Monlevade cresce desordenadamente e dezenas de prédios são levantados

 


Fazenda: O Solar Monlevade

 

Constituída inicialmente de “colônias” provenientes de muitas cidades da região, a população vai gradativamente assumindo uma nova identidade: o ser “Monlevadense”, cristalizado nas novas gerações que aqui nasceram e aqui se desenvolvem, construindo Cultura e tradições próprias, sem se esquecer de preservar a memória de um passado tão variado.

Estas novas gerações já produzem seus líderes e mentores, que se destacam nos mais variados segmentos da comunidade: comércio, empresas, saúde, educação, administração pública, esportes, religião, literatura, artes em geral e política. É a cidade que cresce, se solidifica e se eterniza.
 

Cresce a cidade e o comércio toma conta de Carneirinhos. Surgem os problemas urbanos de um pólo regional, principalmente no trânsito

 

Vista de Carneirinhos do alto do Satélite: Monlevade cresce e comércio é pólo na região
 

Sintonizada com os novos tempos, a iniciativa privada se desenvolve e investe no município: inúmeras empresas de prestação de serviços, clínicas médicas e odontológicas, escolas e instituições culturais com as mais variadas opções de crescimento pessoal. Pequenas empresas, novos hotéis se estabelecem fazendo uma profissão de fé no futuro e no crescimento da cidade.

No campo do ensino superior, destaque-se o pioneirismo dos cursos do IES-Funcec, em pleno funcionamento, do curso implantado pela Faculdade Kennedy e, mais recentemente, pela extensão local da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)e pela instalação de uma unidade da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

O Campus da UFOP, instalado em 2001: um avanço na educação pública de qualidade em Monlevade

Vista da Usina de Monlevade: de Belgo-Mineira à ArcelorMittal: pólo da siderurgia nacional
 

Cresce também a participação política, traduzida na tentativa de eleição de representantes da cidade para a Assembléia Estadual ou Câmara Federal. Tirante a experiência isolada de Wilson Alvarenga na década de setenta, são os anos oitenta que produzem maiores frutos: os deputados federais João Paulo Pires de Vasconcelos e Philemon Rodrigues e os estaduais Antônio Roberto Lopes de Carvalho e Mauri Torres, esse último guindado à presidência da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Com o aumento de movimento e a necessidade de se agilizar a tramitação dos numerosos processos, o JUDICIÁRIO se adaptou: criou-se a 2a vara, instalada quando era Juiz da Comarca o Dr. Luiz Guilherme Marques, dispondo-se, ainda, de uma terceira vara, o Juizado Especial. A atual administração municipal, cônscia de que seu papel é criar condições para o desenvolvimento do município, prepara-o para fazer face às demandas e desafios do novo milênio - eis o EXECUTIVO alinhando seus passos às expectativas e exigências de uma cidade moderna. O LEGISLATIVO, finalmente, a fonte de onde emana todo o poder, porque é a casa dos autênticos representantes do povo, abre as perspectivas para um novo tempo, que traz as marcas características da gente que se formou nas terras do Senhor de Monlevade: o pioneirismo, o trabalho, a criatividade e a participação.

Forjas Catalã: a história da cidade operária começa aqui
 

Matriz São José Operário: Nosso símbolo

 



Solar Fazenda Monlevade: nossa História


Cinturão verde: nossa Fauna


Rio Piracicaba: nossa vida



Pedreira: um dos bairros mais antigos



Centro Industrial: nosso passado


Estação de Trem: encontros e despedidas



Cassino: nossa cultura



Usina: o progresso


Coreto: a vida simples do interior


Coreto: a vida simples do interior



Assim termina mais uma parte de nossa história, ou melhor, não termina, mas apenas começa. Porque não existe uma história que narre a verdade absoluta; nem política. Há mais horizontes e há mais pessoas que sempre contarão um causo diferente daquele que já foi contado.

A vida é assim e todo o dia passamos como a Ave Fênix, sempre renascendo com novas onhos e novas propostas.

Agradecimentos:
Às pessoas de Lutécia Espechit, Noel Roberto e Sebastião Eustáquio Carvalho, autores das fotos de João Monlevade de hoje.


Por do sol do alto do Satélite: Símbolo da Esperança

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